Michael Bay é o futuro
Luiz Zanin, em seu blog, classificou Transformers como “pré-cultural”. Em uma das melhores críticas que li ultimamente – ele, Merten e Inácio Araújo são os melhores do Brasil, apesar de algumas derrapadas normais de vez em quando – Zanin expôs a teoria de que fazer a crítica de Transformers é como fazer a crítica de uma montanha-russa, de um brinquedo de um parque de diversões.
Bela crítica, mas equivocada. Os principais filmes de Hollywood já se tornaram eventos faz tempo. Tudo converge para um final de semana em que é preciso fazer mais dinheiro possível para se pagar. Transformers não tem nada diferente de qualquer outro lançamento-evento dos últimos anos. A questão é se existe a possibilidade de se extrair arte de algo assim?
Pois bem, Piratas do Caribe é baseado em um brinquedo da Disney – não dá para imaginar uma origem menos nobre para um filme, talvez por um roteiro escrito pela família Barreto – mesmo assim tem momentos sublimes como cinema. Mesmo que se pense que Piratas é um filme de US$ 400 milhões cada (2 e 3) e haja pouca margem de erros e criatividade para uma produção desse tamanho, e em muito deva seu sucesso a Johnny Depp inspirado como nunca. Mesmo assim convence como cinema, assim como Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban e mesmo Harry Potter e a Ordem da Fênix, que chega a ser um thriller político em seus melhores momentos.
Transformers não é pré-cultural. Poucos cineastas conseguiram imprimir uma marca tão pessoal em filmes de grande orçamento quanto Michael Bay. Não interessa se é produzido por Jerry Bruckheimer (Bad Boys) ou Steven Spielberg (caso de Transformers), a marca de Bay é visível em praticamente todos seus filmes, mesmo em sua obra mais pasteurizada, Pearl Harbor.
Apesar de alguns identificarem a cinematografia de Bay apenas com filmes publicitários, o fato é que ele é bem mais interessante que isso. Bay é Warhol e Pollock juntos. Mesmo não sendo um nerd como Warhol, Michael Bay usa referências pop não apenas nos diálogos de seus filmes, como um Kevin Smith com grana, mas em cada cena, em cada fotograma.
E, como Pollock, os filmes de Bay se passam em pinceladas rápidas, cenas curtas, curtíssimas, em uma montagem aleatória que faz todo sentido como conjunto. Michael Bay é um artista abstrato, talvez por isso todos seus filmes, como afirma Zanin, se apóiam em um fiapo de roteiro.
Por tudo isso, Transformers é um baita filme. Ou talvez simplesmente seja porque, como eu prefiro acreditar, tem robôs alienígenas lutando uns contra os outros. E Megan Fox, claro.
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Comentários:
Transformers e Pear Harbor devem ser os piores filmes de mais de 100 milhões da história do cinema. Bem, vim aqui pra te dizer isso porque estimular a audiência para um cara desses é ajudar o cinema a ficar cada vez mais burro e insuportável. Levei minha namorada assisitir Transformers e fiquei com vergonha dela.
Mas beleza, abraço.
vocês não sabem como é dificil fazer essas coisas, e ainda por cima ele não é o pior não pra mim ele é o melhor diretor... pessoal qual é, só por que o cara faiz o melhor filme do mundo vocês acha que ele é idiota? -.-
"Eles são mais do que os olhos podem ver"
:}
TRANSFORMERS é o melhor filme existente, se você gosta de "cinderela,branca de neve" e fala mal de Michael Bay, vão a merda
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