
O diretor Marcos Schechtman tem o segundo maior mérito da novela. No final, Caminho das Índias foi dos atores. O texto de Glória Perez, que adoro, teve mais furos do que Queijo Suíço.
Fica a lembrança de ter enriquecido e marcado a carreira de atores que não precisavam provar mais nada, mas... comprovaram. Dira Paes sempre foi genial, mas vai ser difícil esquecer Norminha. Toda vez que pensar em um corno, pensarei em Abel (Anderson Muller). Juliana Paes teve seu melhor desempenho em novelas e Rodrigo Lombardi explicou a Marcio Garcia porque ele nunca devia ter deixado de ser apresentador.
Da direção, fica a bonita "hora de morfar" de Maya quando reencontra Raj. Só no amor, a personagem se encontrou e se sentiu realizada. E Glória Perez fez finais corretos para os vilões. Não teve nenhuma morte melodramática, nenhum final que atendesse a pedidos de sangue. Tanto se falou da semelhança de Yvone (Letícia Sabatella) e Guilherme de Pádua, mas no fim era apenas coincidência. Só senti falta da história de que ela se tornaria uma deusa indiana. Ela simplesmente fugiu. Ou não?
Aliás, Letícia foi uma decepção pra mim. Acho ela uma grande atriz, mas esteve um degrau abaixo do que ela costuma fazer. Em contrapartida, Lima Duarte foi fantástico do início ao fim. As vezes me pergunto se ele já não tem um certo tédio porque faz interpretação parecer tão fácil...
O que talvez não tenha sido fácil foi fechar o capítulo final. Muitas cenas ficaram no ar como o destino final de Surya (Cléo Pires) entre outras coisas. Não duvido que sábado haja cenas diferentes. Por hora, a cena final com um eutiamo entre as caras de vouticomê e vemcahmeunego deixam a novela graciosa, mas faltou algo. Talvez essa seja a graça das novelas...
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