
Foi a (ótima) pergunta que o Canal Extra fez para a autora Glória Perez. A escritora de Caminho das Índias descartou semelhanças:
- Quando criei Yvone, queria mostrar uma psicopata não assassina, porque essa personagem ninguém mostrou ainda. Os psicopatas estão aí. Como diz a Ana Beatriz Barbosa (autora do livro ‘Mentes perigosas’), o perigo mora ao lado. E costumam se dar muito bem, sempre, porque não têm limites, passam por cima de tudo e de todos para obterem o que querem. Eles estão sempre matando, não necessariamente as pessoas, mas os sonhos, os projetos, a confiança que se deposita neles. Matar só acontece se as pessoas constituírem uma pedra no caminho deles. Se não precisam, puxam o tapete.
Ao contrário de Yvone (Letícia Sabatella), Glória considera Pádua um "psicopata assassino". Faz todo o sentido, não? O cinema tratou de usar apenas um único tipo de psicopata, mas existem outros menos mortais, mas não menos perigosos. Tomem cuidado!
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