Enya canta We Wish You a Merry Christmas. E que o Papai Noel seja legal contigo também.

Akira Kurosawa não é apenas o mais importante cineasta japonês que já existiu, mas também uma notória influência para o cinema comercial. George Lucas se inspirou em cenas de Os Sete Samurais para compor as cenas de ação com os Ewoks em O Retorno de Jedi e esse mesmo filme foi readaptado para o faroeste Sete Homens e um Destino, dirigido por John Sturges. Kurosawa conseguiu que seu filme Sonhos (talvez sua maior realização) recebesse o apoio de um certo Steven Spielberg, admirador confesso do diretor de Rashomon, entre outros filmes e foi o primeiro e único diretor japonês a receber o Oscar.
Por isso, quando estamos no aniversário da bombas que caiu sob Hiroshima, é quase impossível não recorrer ao mestre Kurosawa na árdua tarefa de tentar entender o que pode significar ter uma cidade de seu país arrasada por uma bomba atômica, obra-prima da estupidez humana.
Se em Sonhos Kurosawa conjeturou alguns de seus temores que o fenômeno se repetisse, foi apenas em Rapsódia que o cineasta conseguiu tecer um panorama do que a bomba ainda significa no inconsciente (e consciente) coletivo japonês. O filme possui no seu elenco Richard Gere, um dos ícones do star system norte-americano, representando o parente norte-americano de uma família japonesa, cuja avó Kane (Schiko Murase), a mulher mais velha da família, viu a bomba explodir e sofreu os efeitos da radiação. Os quatro adolescentes da família vão morar com a avó durante as férias, em Nagasaki enquanto seus pais viajam para o Havaí visitar um tio-avô doente. Após ouvirem o relato da avó a respeito da bomba, os adolescentes recebem a visita de seu primo norte-americano (Gere) que conta o outro lado da história marcado pelo arrependimento. Um arrependimento que se limita aos norte-americanos (certamente não todos) e não aos EUA, como república (uma das cenas mostra os adolescentes percebendo que entre todas as esculturas criadas para homenagear as vítimas da bomba de vários países do mundo, não há uma sequer do tio Sam).
Mais do que contar a percepção dos dois lados, Rapsódia em Agosto é o aviso de que o tempo - assim como a vida, mente e o perdão humano – é efêmero e que o perdão, declarações e pedidos de respeito e amor devem ser feitas o quanto antes. Na verdade, como diria Morrissey, vocalista da banda inglesa The Smiths em Ask: if is not the love/ than it´s the bomb/ Than it´s the bomb/ that bring us together (Se não for o amor/ Então será a bomba/ Então será a bomba/ que nos manterá juntos). Música que, assim como o filme, permaneceram malignamente atuais nos tempos da doutrina Bush Filho.
Toda a história passa pelo drama de se decodificar não apenas a fragilidade de laços familiares, mas a sua vulnerabilidade perante tragédias como as de Nagasaki e Hiroshima. Para nós, ocidentais e orientais, fica a imaginação e o conhecimento de que hoje possuímos poder para repetirmos aquela mesma destruição várias vezes e em escalas muito maiores. Rapsódia em Agosto narra a explosão atômica não através de efeitos especiais ou com imagens de arquivo. É a história recontada não através de fatos – estes de conhecimento geral – mas através do olhar de quem viu as bombas caírem. Da cor triste de um episódio que deve ser lembrado não apenas para sabermos o quão longe podemos chegar, mas o quão perdidos ainda podemos estar.
* Texto escrito por mim originalmente para o Sobrecarga.

Em uma tentativa de retomar a franquia após o fracasso do filme de Tim Burton (a princípio, virando um apócrifo e sendo totalmente ignorado daqui pra frente), Rupert Wyatt (O Escapista) dirige a história de como os macacos se tornam inteligentes para superar a humanidade. O prequel é um bom filme-pipoca, mas o melhor de tudo é que não desonra o universo imortalizado a partir do filme com Charlton Heston. Ah e vale lembrar que o Change já falou da bagaça.

Ryan Reynolds acaba sendo citado em onze de cada dez críticas que falam mal de Lanterna Verde. Uma injustiça. O ator não é o único culpado pela péssima produção. Ao invés dele, seria legal ver mais gente falando da direção preguiçosa de Martin Campbell, que até aqui tinha bons filmes no currículo. Abordei o tema lá no Melhores do Mundo.
Apesar de ser um ator bem ruinzinho, Reynolds já teve seus bons momentos desde a série Two Guys, a Girl and a Pizza Place até produções como em Apenas Amigos e Três Vezes Amor. E não está mal escalado, mas muito mal dirigido. Né, Campbell?

Era apaixonado por Sloane Peterson, a namoradinha de Ferris Bueller (Matthew Broderick) em Curtindo a vida adoidado quando era criança. E o nome da beldade era Mia Sara, estrela também de A Lenda, Timecop e outros filmes...
Fui correr atrás do que a moça estava fazendo. Bom, claro que queria ver primeiro uma imagem. Olhem como ela está na foto mais recente que achei:

Sobre trabalhos, a carreira de Mia não emplacou depois dos anos 80. Na década passada ela era a melhor coisa da fraquíssima Birds of Prey que só durou uma temporada. Depois disso chegou a estrelar uma série que também não emplacou Tinseltown e, atualmente, será a princesa Langwidere em The Witches of Oz, filme programado para este ano. São seis trabalhos de 2003 pra cá. É...
Na real, se você rever Curtindo a vida adoidado vai perceber que é meio óbvio que o cara chifrava a pobre Sloan direto. E daí? A moça ficava nua na frente do melhor amigo do cara sem problemas. Enfim, Mia que era mulher de verdade...
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