
Uma das grandes virtudes do Boninho foi perceber que ser cego às regras só condenava a sua audiência. O Big Brother Brasil é entretenimento e não jornalismo, logo não precisa manter regras específicas e inalteráveis para manter sua credibilidade. Além disso, a novidade do Poder Supremo impede que os participantes especializados em BBB percebam como são vistos e tornem o jogo previsível demais.
A novidade alcançou seu auge essa semana com Dourado usando o poder adquirido para fugir do paredão e indicar Eliéser. O problema é que há um limite pra essas novidades. Mudar demais pode descaracterizar a atração. Seria um risco enorme, mas em se tratando de Boninho aposto que a credibilidade do programa vai sair incólume. Assim como sua audiência...

A rainha da bateria aparece da forma mais exposta possível. Será que o Siro Darlan deixa? O foco no derriére é até previsível, mas surpreende a tentativa óbvia de fugir da referência carnavalesca. Destaque (sem trocadilho) para a entrevista com Pedro Bial. Big Brother e nudez feminina é uma fórmula difícil de dar errado...

De acordo com as primeiras informações sobre a autópsia da atriz, a tragédia poderia ter sido contornada. As causas primárias da morte de Brittany se resumem uma pneumonia combinada com uma grave anemia. Vale lembrar do emagrecimento da atriz, que coincindiu com sua passagem por filmes mais comerciais.
Investigadores já dizem que os males poderiam ter sido tratados se ela fosse levada para o hospital a tempo, o que não ocorreu. Foram encontradas substâncias químicas no corpo de Brittanny, mas todas eram prescritas por ordem médica. Embora os remédios tenham ajudado a matá-la, a anemia e a pneumonia foram decisivas. A atriz estava doente, definhando e morrendo, mas ninguém percebeu a tempo.
Nem ela mesma.

Em 1978, Super-homem, de Richard Donner trouxe às telonas um ator com feições fortes e amadurecidas para interpretar o último filho de Kripton. Christopher Reeves confirmava uma tendência do cinema mundial que recentemente parece vir cada vez mais abaixo.
Se há vinte anos, super-heróis eram esteticamente mais fortes e amadurecidos, o primeiro Super-homem que o século XXI conheceu, Tom Welling, vinha na contramão deste processo: um herói com cara de menino, com jeito frágil. O lema deixava de ser sou o mocinho e sou durão! para sou o mocinho e você tem que me amar. De Tobey Maguire, como Homem-aranha, ao hobitt metrosexual Frodo de Elijah Wood, os heróis parecem estar cadê vez menos homens e mais ainda meninos ou mais femininos. Talvez por estarmos em uma época de buscar uma juventude inalcançável ou de um culto ao corpo e à estética quase obsessivo.
Não que esse tipo de preocupação signifique homens com cara de mau. O próprio Reeves era tão bom moço quanto Maguire, a diferença estava na forma como os dois interpretariam seus personagens no cinema. Super-homem e Homem-aranha são hoje os grandes ícones do cinema comercial quando se fala em adaptações de histórias em quadrinhos. Se Super-homem mostrou que era possível fazer um filme de super-heróis, Homem-aranha confirmou o retorno do gênero (ressuscitado por Blade e X-men). A diferença é que o divino Super-homem pode fazer tudo – até mesmo o tempo voltar – limitado apenas por suas próprias escolhas morais. Enquanto o próprio Peter Parker conta apenas com seus limitados poderes e outros tantos problemas para resolver. Dessa forma, a fragilidade e invencibilidade de cada herói definiam suas estéticas.
Tom Welling é uma excessão? Ele interpreta um Super-homem novo e ainda indeciso. Em contrapartida Brandon Routh parece confirmou essa tendência. Com traços muito mais finos do que Reeves, porém mais fortes do que Welling, sem dúvida.
Em toda essa discussão a respeito dos heróis, as heroínas ainda não se posicionaram claramente. Halle Berry apareceu pouco em X-men e Jeniffer Garner não foi feliz com o insosso (meu Deus, como fizeram aquilo?) Elektra. Resta saber ainda se as heroínas serão feministas carentes como Sonja ou Billie Jean.
Texto originalmente publicado no Sobrecarga e reescrito para este espaço.