InterNey

O trabalho de casting em mídias sociais


Sábado, 09 de agosto de 2008


Desde que passei a administrar um portal de blogs recebo diversas solicitações de jornalistas e publicitários pedindo indicações de outros blogueiros para matérias ou campanhas. Foi numa conversa sobre a frequência e complexidade desses pedidos que dedicimos montar a Blog Content e mais tarde a Polvora!, onde um dos serviços de maior procura é o casting de hubs sociais.

A oferta desse serviço hoje tem relação com uma grande pesquisa que fiz há alguns meses em diversas redes sociais, me cadastrei em diversos serviços, priorizando serviços onde já era sabido que havia grande número de brasileiros, ou que eram mantidos por brasileiros, ou que haviam gerado algum hype entre blogs brasileiros. A lista quase total dos serviços em que me cadastrei pode ser vista no MeAdiciona. Pelo tamanho da lista no MeAdiciona muita gente imaginou que eu tivesse me cadastrado em todos os serviços online disponíveis, o que está muito longe de ser verdade. No meio dessa pesquisa encontrei pessoas como o Gregori Pavan (espere o blog carregar e olhe a lista de Links Pessoais e Redes Sociais na lateral) que também não está cadastrado em todos os lugares mas tem muito mais perfis por aí do que eu. : ) 

Apesar de 90% dos usuários de internet no Brasil usarem redes sociais, com a fragmentação da rede será impossível estar presente em todos os cantos, porém mesmo uma audiência fragmentada se concentra em alguns canais e ao redor de alguns hubs.

Em pesquisa de Maio/2008 do Ibope/NetRatings apurou-se que a distribuição dos usuários nacionais em redes sociais era da seguinte forma:

Orkut 16.140.000
Sonico 1.830.000
MySpace 1.113.000
Via6 957.000
hi5 644.000
Habbo 385.000
Facebook 365.000

O total dessas 7 maiores redes sociais agrega 21,4 milhões de perfis de brasileiros.

Vale ressaltar nesse ponto que mídias sociais não resumem-se a redes sociais, tampouco a blogs como muitas ações jornalísticas e publicitárias fazem parecer. Existem grandes comunidades ao redor de fotos (flickr, flogão e fotolog), vídeos (youtube, vimeo e videlog), grupos / listas de discussão (Google Groups e Yahoo Groups) e microblogs (Twitter, Pownce, Plurk, Jaiku e Identi.ca), entre outros.

Depois de alguns pedidos mais complexos e alguns tropeços percebemos que não dava pra confiar apenas em nossas experiências elementares ou acabaríamos cometendo os mesmos erros que estavamos cansados de ver por aí. Apesar de já termos, individualmente, pesquisado o assunto de mídias sociais por anos a fio como hobby precisávamos desenvolver pesquisas mais elaboradas e sob medida para as requisições que começávamos a receber.

Um dos primeiros passos foi montar uma equipe multidisciplinar e hiperconectada, todos são early adopters e power users de diversas ferramentas sociais, possuem diferentes formações e interesses e talvez possuam apenas uma certeza em comum, a de que não podem mais viver sem internet.

O segundo passo foi entender um perfil básico de cada ferramenta social, ou melhor, o perfil de quem navega/usa essa ferramenta. A primeira constatação é de que não dá pra fazer isso "a distância", e preciso se cadastrar naquela rede, usá-la e interagir durante algum tempo com seus participantes. Apesar de parecer uma brincadeira, foi um momento interessante e às vezes estressante. Descobrir a ética de cada espaço e os códigos de comunicação foi mais emocionante do que parecia à primeira vista.

Uma vez entendido isso de forma geral é preciso entender de forma particular, para cada cliente é importante analisar:

1) Quem quer comunicar?

2) O quê ele quer comunicar?

3) Para quem ele quer comunicar?

4) Qual o objetivo dessa comunicação?

Respondidas essas perguntas podemos cruzar essas respostas com os dados que temos das redes sociais para encontrar os canais adequados para a comunicação do nosso cliente e definirmos o formato dessa comunicação, de forma a aproximá-lo dos hubs sociais relevantes para o seu negócio.

E como a cada dia surgem novas redes e novas pessoas se conectam, além da mudança de perfil nas redes e pessoas já conectadas, esse trabalho de avaliação e pesquisa é constante.

Quem acompanha esse espaço faz tempo sabe que sempre compartilhei aqui minhas idéias e divagações a respeito de mídias sociais, inclusive muito antes de cunharem o termo mídia social : )  Com a criação Polvora! Comunicação tenho condições de por em prática esse conhecimento e reproduzir aqui algumas certezas concluídas do meu dia-a-dia.

Alguns talvez se interessem mais por essa nova abordagem por perceber algo mais concreto do que idéias, outros talvez se incomodem por achar que se tornou muito corporativo ou com cara de propaganda da minha empresa. Se você efetivamente se interessa pelo assunto convido-o a deixar suas impressões e questionar nos comentários, tenho interesse genuíno em discutir as mudanças que a internet tem provocado na comunicação e por se tratar de assunto novo nenhuma certeza é incontestável ainda.

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Alex Luna - url
bacana o post, a idéia de virar amigo da internet inteira para entender o público, e também dos resultados que você deve ter conseguido.

agora é aproveitar os dados.

Cris - url
Sou apaixonada por esse assunto e desde sempre fui empolgada com as redes sociais, enquanto meus amigos jornalistas as desprezavam, esnobavam até. Agora parece que estão começando a despertar interesse, até por força das circunstâncias, por obrigação profissional. Por que é tão difícil verem a revolução sem precedentes que está acontecendo na comunicação?

Rafael - url
Penso que a tendência da publicidade é migrar cada vez mais para os meios e mídias sociais, buscando aproximar o anunciante do seu público, ouvindo o que ele tem a dizer, do que simplesmente utilizar o modelo tradiconal de comunicação.

Tem muita coisa boa surgindo por aí, o problema é a mentalidade dos anunciantes e a popularidade dessas novas ferramentas.

Querendo ou não, os primeiros usuários das ferramentas de mídias sociais são os formadores de opinião. Aqueles que tem interesse em saber e conhecer essas novas ferramentas. A partir do que eles tem a dizer é que as pessoas que consomem essa informação vão passar a utilizar as ferramentas.

Nao adianta ser uma empresa 2.0 e anunciar em redes sociais que não tem um público-alvo que gere retorno.

Mas estamos no caminho. Um dia Belo Horizonte vai chegar a esse ponto. : D 

Cris - url
PS: Ah, e é claro que vc só consegue conceber tudo isso participando e não teorizando, né? Mas tem que fazer com "gostcho"!

Helio Marques - url
Agora entendi porque você virou meu amigo em tantas redes sociais : D 

Calebe Aires - url
Foi que recebi um convite de um dos agentes (brasileiros) da Plaxo (Regina Bustamante) para montar algumas "críticas" do seu produto. Cheguei a conclusão que meu enfoque ficaria em oferecer uma consulta sobre o que seria o comportamento da comunidade brasileira frente à usabilidade do serviço, como estrutura e posicionamento de alguns links. Outras dicas, seria a da tradução, que é um fator determinante para atingir o público. Naquela época havia traduções não muito interessantes, o que foi alterada logo em seguida.
A Polvara Comunicação poderia atingir esse mercado no brasil, o de oferecer consultas sobre o "campo" brasileiro para redes colaborativas e serviços "da nova web" quando da sua inserção no mercado brasileiro. (É um trabalho praseroso de ser fazer)
Todos os dias chego a me cadastrar em cerca de duas (e mais) redes colaborativas. Cada espaço possui suas particularidades, com enfoque específico, e bem preparado para fazer o que outra não faz.
Houve uma vez que coloquei em um papel a junção dessas particularidades com o enfoque de montar uma excelente rede, e descobri que tal rede social seria enviável, visto que cada produto atende a um interesse. criar uma rede com tanta portabilidade seria "quase" que inviável quando se fala em desenvolvimento, capital e até mesmo mercado de absorção.
Um nicho que a Polvara poderia atingir é oferecer suporte a empresas que pretendem ter "serviços parciais" da web colaborativa em seus sites. Como a Toddy, a Coca-Cola e outras empresas já fazem em algum tempo. A Polvora poderia oferecer consultoria para esta empresas
Ainda assim, a Polvora comunicação teria um espaço na consultoria, criação, produção e por fim divulgação de midias com inserção em redes sociais para empresas. O mercado desses lá fora está crescendo muito, já publiquei sobre duas delas no gattune.com
Enfim, já enchi espaço demais aqui... abraços!
Ps.: parabéns à polvora!

Adilson - url
Ah, gostei das informações, muito úteis, tenho que parar de preguiiça e por em prática! Valeu!

Luciano Leite - url
Este é excelente campo que se abre às novas idéias e iniciativas empreendedoras.

Parabéns por "espalhar a pólvora"... abs.

NÃO SOMOS APENAS ROSTINHOS BON..... - url
Agora entendemos várias coisitas...rs!

Carlos Henrique - url
Oi Interney,
Minha primeira vez comentando no seu blog :P.
Bom, eu trabalho com propaganda e marketing e ainda não trabalho com mídias sociais, mas é um dos meus objetivos.
Na verdade já consegui fazer alguns serviços e consultorias para pequenas empresas sobre o assunto.
Como gosto muito do assunto, tento, dentro do possível, conhecer e utilizar várias redes sociais. Claro que as que não produzem conteúdo ou não tem relevância acabo deixando um pouco de lado.
Tenho uma lista no Me Adiciona tb. meadiciona/carloshenrique

Rafael Bucco - url
Fala Edney! A Pólvora é uma bela iniciativa. E entender o movimento das redes sociais é trabalho, hein! : - D  A lista das perguntas que vc listou é perfeita. Mas também é difícil de ver respondida. Muitas empresas imaginam o alvo, mas não sabem ao certo se é ele mesmo o público de seu produto, o que pode atrapalhar o trabalho de vcs (e da gente aqui na Results tb! ; - )  Fica a torcida (ou convite) para que os clientes reflitam bastante sobre a importação de uma comunicação bem feita, e como ter respostas bem definidas às perguntas que vc enlecou são necessárias. Gde abs!

Edney Souza - url
Oi Rafael, muitas vezes o cliente não tem essas respostas e nosso trabalho já começa ajudando a responder as perguntas da melhor maneira : ) 

Ad Mundo - url
Bom blog!
texto interessante demais!

Renata Valois - url
Muito bom! Ùtil e coerente. A comunicação precisa desse movimento, desta sede de "improvement", sem necessidade de fechar conceitos ou delimitar a web mutante. É compartilhando que se aprende.

Michael - url
Esse negocio de redes sociais é muito bom, tem um caso de uma Vereadora que conseguiu se tornar deputada federal somente pedindo 1 voto no orkut. E conseguiu!

Agora como uma rede social influencia tanto ao ponto de chegar a isso.

Fábio Santos - url
A mídia social tem despertado um interesse crescente nos últimos tempos. Prova disso é a quantidade de livros e congressos que têm acontecido.
É a bola da vez, no fundo porque são mais um degrau da comunicação online. Empresas não querem mais ter um site com estrutura tradicional. O negócio agora é construir uma reputação didital sólida, dialogando com o cliente e interegindo com as comunidades afins.
Esses eventos, no entanto, não têm trazido muita coisa nova. Todos falam as mesmas de maneiras diferentes. Na realidade eu acredito que é hora de esperar uma resposta a tudo isso do próprio consumidor. É ele, no meu ponto de vista, quem vai dar o próximo passo.

Abraço.

William - url
Parabéns pelo post


Elevadores
Elevador

icommercepage - url
Não dá pra imaginar uma Rede Social se pensar em publicidade, toda pessoa que tem um blog, precisa de algum tipo de divulgação, ninguém vai ficar escrevendo a vida toda como objeto de arquivo. Quando melhor o cara escreve, ou digita, mais há a necessidade de exposição.
Nesse ponto as Social Medias estão um passo a frente dos blogs e trabalhando diretamente para eles.

Alan - url
Muito legal o post!

Cibelle Barata - url
hahahaha...que bom que gostou das fotos que coloquei lá no meu blog... espero que tenha sido uma foto no seu melhor ângulo! =P
Edney, adorei muito a palestra de sexta na FAAP sobre Midias Sociais, foi realmente a melhor palestra da semana de comunicação! Vc é de mais!
Beijos : ) 

Társis Salvatore - url
Na real eu não pensei nem uma coisa nem outra.

Porque mesmo com cara de "Agência de Comunicação" o negócio é simples, sem muito marketês: entender as redes do caralho e adequar a linguagem do cliente para colocá-lo (o produto) ali dentro.

Agora a pergunta que não cala é: a Pólvora vai fazer isso na mãnha, com toda aquela coisa fake de "um amigo me falou que tal marca é bacana" ou na mão grande, com o marca em questão patrocinando, fazendo ações promocionais etc etc? Ou ainda, a gosto do freguês, do jeito que o cliente quiser.

Essa é minha curiosidade..

Abs!



Wladimir - url
A rede social é um ponto muito bom, e saber as pontuações citadas acima é super...

Cibelle Barata - url
Adorei o post...
realmente acho que as mídias sociais ainda vão acabar tomando conta da comunicação de um modo geral.
As pessoas já não aceitam mais a verdade dada pela propaganda, contestam, querem ir atrás para conhecer o produto e a empresa mais a fundo, e acho que as mídias sociais são o melhor caminho para as empresas conseguirem "chegar mais perto" do cliente, criar uma intimidade, se posso assim dizer, e fazer com que ele se sinta parte da empresa, entenda como ela funciona, seus objetivos, e que principalmente, veja que o cliente é essencial.
As pessoas não páram mais para lerem textos institucionais, cheios de palavras difícieis e que não dizem nada com nada, querem interatividade, ter sus duvidas sanadas, participar!
Acho que isso ainda vai crescer muito, o que na minha opinião é ótimo, porque vai gerar mais comunicação entre as pessoas, mais interatividade, e isso que é o legal! Não ficar cada um isolado em seu mundinho...

Beijos

Teilor - url
Se o Ed falou que pode perguntar eu pergunto.

Eu até entendo o conceito de publicidade em midias sociais, mas não entendo o lucro que um cliente possa ter utilizando elas. Não seria mais efetivo usar midias de comunicação em massa (como rádio, jornal, TV ...) para divulgar produtos?

Como é possivel desenvolver uma campanha que gere retorno ao cliente em um local onde as informações estão tão dispersas como no Orkut? A campanha não irá sofrer com a concorrência da abundância de informações na rede?

Eu pendo sobre o assunto, confiro os cases, mas mesmo assim não entendo?

Edney Souza - url
Teilor, mídias de massa só fazem mais sentido se seu público alvo é muito amplo, pois o custo dessas mídias nem sempre compensa o retorno.

Mapeando comunidades no Orkut, fóruns de discussão e blogs específicos consegue-se com menos investimento falar diretamente com o público alvo de um produto / serviço.

A questão de concorrência já existe na propaganda tradicional, não é pq vc está na TV que prestarão atenção em vc, é preciso ser criativo e capturar a atenção do consumidor.

Teilor - url
Muito obrigado pela explicação. Ajudou a compreender um pouco mais sobre o assunto.

Adalberto - url
Iniciante nas redes sociais, esse post me fez ver tudo de maneira diferente sobre esse assunto. Após a prática das dicas, meus seguidores no Twitter dobraram...



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