InterNey

Relacionamentos digitais


Domingo, 13 de abril de 2008


15 anos atrás havia uma certa complicação em dizer pra outra pessoa que você tinha algum interesse romântico ou carnal, você tinha de ter um certa dose de cara de pau, ou estar embriagado, ou melhor, contar com o intermédio de um amigo/amiga em comum que entregava um bilhetinho. Para conhecer alguém importante no mundo dos negócios a coisa não era muito diferente, saiam de cena os bilhetinhos, a cara de pau era barrada por seguranças mas a figura do amigo em comum conseguia romper essas barreiras.

Partidas de futebol, tênis, golfe, truco, bares, festas, happy hours. Ir em eventos era uma questão de sobrevivência social. O outro caminho era árduo demais, você precisava ter um talento fantástico a tal ponto que seu superior não conseguisse te esconder, mesmo assim muitas vezes ele preferia te afastar ao invés de permitir que sua luz o ofuscasse.

Mesmo pra quem não estava procurando a cara metade ou se dar bem na empresa, encontrar pessoas não era uma tarefa simples, ficar sabendo dos melhores eventos culturais relacionados a suas preferências artísticas envolvia ter os amigos certos interessados nas mesmas coisas que você, depender apenas dos jornais e revistas te dava conhecimento apenas dos principais shows e filmes, você perdia aquela banda underground, aquela mostra de cinema aquela peça amadora de teatro. Talentos novos poderiam nascer e sumir da sua cidade e você só ficar sabendo depois que eles já estivessem em turnê na Europa.

Então veio a internet e ela começou a crescer, os primeiros sites de grande sucesso eram as salas de bate-papo, BBS, IRC, portais, viviam lotados de gente querendo se conhecer e se encontrar. Falamos tanto das atuais redes sociais que quase nos esquecemos dos sites cuja finalidade era encontrar sua cara metade. Centenas de cadastros todos os dias procurando alguém para dividir os momentos tristes e felizes.

Uma das primeiras redes que participei o Friendster tem basicamente as mesmas coisas que Orkut, MySpace, Facebook, mas ainda não tinha o conceito de grupos ou comunidades. O ser humano se agrupa em comunidades desde a pré-história para caçar e se defender, até pouco tempo atrás esses grupos tinham uma limitação física clara, um grupo que não fosse capaz de se reunir com uma determinada frequência deixava de ser um grupo. Com a web o conceito de grupo não mudou, mas ficou bem mais fácil reunir os componentes do grupo.

Eu sempre me incomodo, muito, quando alguém fala de redes virtuais, relacionamentos virtuais, mundo virtual, etc. Exceto nos casos quando falamos de algum jogo como WoW ou ambiente como o Second Life a denominação correta é digital. Você se encontra virtualmente com alguém na rede, é virtual porque não é um encontro de fato, vocês podem estar a quilômetros de distância. Mas vocês são pessoais reais, trocando experiências reais. Os sentimentos que nascem desses encontros e o conhecimento que é produzido são reais. A diferença é que ao invés do meio físico foi utilizado o meio digital.

Mas o que me incomoda mais ainda são as pessoas que deixaram de utilizar os antigos canais de relacionamento com a chegada dos novos métodos proporcionados pela web. Nos alegramos de conquistar centenas de amigos em uma rede social. mas nunca encontramos pessoalmente nem a metade desses amigos digitais. Talvez nesse ponto muitos não estejam tão errados assim em chamá-los de amigos virtuais, não se sabe se de fato há algo real que os una, se não houvesse a simplicidade da internet será que eles se conheceriam de fato? Essa amizade seria sustentada se nos correspondêssemos uns com os outros através de cartas, que demoram dias, ao invés de e-mails, que demoram segundos?

Parece que a instantaneidade da rede tirou a profundidade dos relacionamentos, você chama outra pessoa de amigo por razões banais e quanto você não tem que encarar a pessoa novamente no dia seguinte é fácil desfazer uma amizade clicando em 'apagar'. A mesma coisa acontece no mundo dos negócios, muitos reclamam de falta de oportunidade ou de sofrer algum tipo de discriminação, quando na verdade nunca encontraram as pessoas certas e lhe estenderam a mão para dizer um 'muito prazer, admiro seu trabalho e gostaria de propor um negócio'.

Estava animado observando como as pessoas mais felizes e bem sucessidas que conheço saem constantemente, se encontram e usam a rede para expandir esse contatos e não restringi-los ao computador. E resolvi escrever esse texto para deixar algumas perguntas:

• Seus relacionamentos digitais são reais ou virtuais?
• Quantas pessoas em suas redes sociais você conhece de verdade?
• O quanto você se esforça para conhecer pessoalmente aqueles que você nunca apertou a mão?
• Quando você segue uma pessoa no twitter você está esperando uma oportunidade para encontrá-la ou é apenas uma perseguição virtual?
• Quantos telefones tem na sua agenda?
• Como os relacionamentos digitais transformaram sua vida pessoal e profissional?

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afonso - url
realmente é de se pensar até onde vai nosso "circulo social". o orkut, pra mim, é mais uma forma de ficar informado (pelas comunidades) do q fazer amigos; mesmo conhecendo quase todas as pessoas do perfil, nem 20% considero amigos.
no twitter, por incrivel q pareça, eu sigo todas as pessoas q acho interessante com a esperança de poder trocar uma ideia qualquer dia desses.
amigos virtuais, digitais ou reais dependem de quanto esforço fazemos, de quanto compartilhamos e de quanto nos importamos; se nao isso, são so mais um link, uma ID ou uma foto.

Dora - url
1. Reais, sempre que possível.
2. Quase todo mundo. Se não conheço ainda vou / quero / pretendo conhecer.
3. O quanto a minha grana permite, se morarem muito longe no caso. Se morarem por perto é mais fácil. : D 
4. Eu sigo as pessoas no twitter de curiosa.
5. Não tenho agenda telefônica.
6. Que preguiça de responder essa..

Kaka - url
À princípio eu nunca esperei conhecer ninguém que conversava pela internet, mas isso acabou acontecendo e eu achei ótimo - sempre tem umas verdades que é melhor falar na cara.

Acabou que conheço a maioria dos meus contatos, mas quero conhecer todos, agora me esforço para isso.

Minha agenda de telefones é cheia e meu celular toca direto - eu não tenho só meus amigos de internet, tem a galera da faculdade, tem a galera que eu conheço faz tempo...

E o twitter é uma ferramenta incrível, mas não deixa de ser uma perseguição.

Agora, os relacionamentos com as pessoas que só conhecia online mudou a minha vida de uma forma muito sutil: tive que aprender a me comunicar melhor e principalmente a me relacionar com pessoas que discordam de mim, sempre sai discussão e acho isso ótimo, antes ficava nervosa com críticas e agora aprendi a aceitá-las e usá-las a meu favor.

E é isso.

estraviz - url
Boa! Eu sempre discutia isso quando tinha o blog "tipuri", lembra? Lembro de um filme aflitivo: "Denise está chamando" onde os personagens não se encontram nunca e alegam diversos motivos.
Eu tenho uma real (nada virtual!risos...) procupação com esse tema e confesso que tive que fazer desintoxicação de internet nos últimos anos, onde estou agora retomando sob controle, sem ficar dependente dessas letrinhas, trocando feliz um bom chopp por uma tela de computador.
Meus amigos no orkut são todos conhecidos. Dos 450 tem uns 20 que nunca vi, mas já conversei muito (você era um deles, edney! ainda bem que finalmente nos conhecemos ao vivo no campusparty!). Sigo no twitter só gente que conheço e uns 5 que vou conhecer em breve. Não tenho planos de conquistar centenas de pessoas, muito menos segui-las.
Agora sobre os relacionamentos digitais (que chamo online): Mudou tudo, mudou o mundo e eu junto. Meu melhor amigo foi morar em Barcelona, mas continua meu melhor amigo. Outra grande amiga (que virou irmã; )  conheci na web. Tudo isso pra mim, você sabe, é o efeito linkania!
sessão jabá: http://tzatziki.wordpress.com/linkania/

:P
abraços do estraviz

Tine Araujo - url
Creio que a primeira reflexão sobre o texto sempre será uma auto-defesa, seguida da auto-crítica.

Sempre acho que deveria sair mais e bla bla blas... mesmo assim sou a Sra das Visitas kakaka conheço mais de 90% do meu orkut... evito me cadastrar em tantas redes, pois não gosto de deixar ninguém sem atenção!
Fora que tenho muitos amigos que não estão no orkut por falta de empatia com a rede.

As pessoas que não conheço pessoalmente, planejo conhecer e sempre que posso converso por msn...

Depois que conheço, procuro aprofundar o relacionamento, laços e interesses... as vezes não dá certo... algumas pessoas querem saber quem você é, mas não te conhecer realmente...

Bem quanto ao twitter, sigo as pessoas em busca de novas idéias... olhares de lince... coisas que em uma grande multidão em não ouviria... mas no twitter posso ler!!!

Quanto aos telefones na minha agenda tenho vários... mas ele quase não toca kakaka... porque economizamos através do sms, msn, orkut e e-mail : ) 
Na verdade adoro sms, foi por isso que criei poemas de celular : ) 

Meu network sempre me ajudou na na vida profissional, graças a Deus nunca fiquei desempregada (amém!) e todos meus empregos foram por indicação (e já teve até "briga" pra ficar comigo kakaka que chique!).

Mas eu acho, mesmo, que em relacionamentos digitais devemos avaliar se não somos só volume... um ser oco... sem sentimentos... sem pensamentos próprios e sem atitude...
e também se não estamos sendo usados por seres assim!

Nada melhor do que olhar nos olhos, ouvir a risada e abraçar na despedida!

Zé - url
Sempre prezo pelos amigos reais. Quando ainda estão virtuais, faço o máximo para conhecê-los offline. Senão, qual é a graça? Eu sou um ser humano, não um computador.

Anderson - url
Muito interessante o post.
Mas na verdade a gente acaba reagindo diferente aos amigos virtuais, os que realmente só estão preocupados em sentir-se populares, aumentar a quantia de amigos e não dão retorno, recebem o mesmo tratamento, já quem se importa, lembra, mantém contato, é lembrado, recebe mensagens e a coisa anda.
Fiz alguns bons amigos no antigo forum do UOL em 2000 e fomos nos conhecer, um grupo de profissionais de computação gráfica, ainda mantenho contato com muitos deles, e o amigo que hoje faz as trilhas de meus desenhos animados eu não conheço pessoalmente, no entanto entramos madrugada adentro batendo papo. Depende do interesse real nosso e da pessoa a continuidade e melhoria do relacionamento virtual, acredito eu.
Ótimo post.

Fernando Cury - url
Duca, Edney!

Sempre tive vontade de falar sobre o assunto comparando a "virtualidade" e a "realidade"... Muito bacana mesmo! Agora, vou responder as perguntas:

1- Reais, dentro da medida do possível, claro! Quero conhecer a maioria, alguns até já consegui;

2- Sobre as redes sociais, conheço a "esmagadora" maioria;

3- Sobre essa, bom, a web proporciona um "pré-contato" que nos desperta o interesse de conhecer pessoalmente, apertar a mão, etc e tal. Se houver, após esses papos eletrônicos, essa vontade, eu me esforço bastante pra conhecer pessoalmente;

4- O twitter me foi uma grande surpresa como relacionamento além do profissional. De início achei muito interessante pela circulação de informações em larga escala, mas depois vi que também é uma maneira de aproximar relacionamentos;

5- Puts... Telefones??? Sou meio chato com telefones... Não gosto muito. Tem vários na minha agenda, mas não é um meio que utilizo muito;

6- Transformaram muito! Especialmente a profissional. Com minha entrada na blogosfera, tratei de eletronicamente aprender e buscar muito em pessoas mais experientes do que eu fui, do que eu sou. Leio pra baralho buscando muita informação e tenho muitas referências que antes não tinha. Hoje estou muito mais "ligeirinho", mas ainda tem que se melhorar "bessurdos"! Sobre a vida pessoal, os meios eletrônicos se mostraram facilitadores para contatos em geral, foi bem bacana também.

Aquele abraço e belíssimo post!

Cler Oliveira - url
Um post desses no final de domingo é um tapa na consciência. Acho que, verdadeiramente, nunca parei pra pensar sobre esses relacionamentos. Muito embora, minhas expectativas em relação a eles sempre estiveram muito claras.

A amizade independe do meio. Tenho amigos "digitais" que se tornaram grandes parceiros, superando e muito, alguns amigos "reais". Talvez porque as diversas redes te dão a oportunidade de conhecer mais as pessoas e permitir que essas te conheçam também.

Por acaso, sei muito mais sobre a vida da Kaká, por exemplo, do que do cara que trabalha comigo o dia inteiro. Estamos sempre na correria. Reuniões, compras, contas, trabalho. Muitas vezes, erroneamente, não percebemos um grande amigo em potencial que está sempre conosco.

Na internet essa relação é facilitada o que faz com que os fatores afinidades e admiração sejam acionados mais rápidos.

Obviamente, isso te faz querer conhecer essas pessoas. Trazer elas para o teu mundo, o que não quer dizer, pessoalmente, pois nem sempre isso é possivel. Trocar um, ou vários e-mails pessoais; desejar um Feliz Aniversário; perguntar se aquele projeto que a pessoa estava se esforçando realmente deu certo. Estar presente em assuntos fúteis ou mais sérios.

Isso é real.

As redes sociais mudaram de forma irreversível o conceito de relaciomento. Casamentos começaram e termiram em consequência desse oba-oba. Mas nada supera o prazer de tomar um sorvete com os amigos, gargalhar até chorar de tanto rir, perceber no olho da pessoa o quanto ela gosta de você e o quanto essa relação é importante. Ouvir a pessoa que você quer bem dizer "Alô" e, imediatamente, saber que os próximos minutos serão os melhores do seu dia. Tirar fotografias. Revelá-las. Comprar um cartão...

Quando disse que este post era um tapa na consciência foi porque, desde o primeiro parágrafo, estava me esforçando para lembrar qual foi a última vez que vivenciei essas experiências, o quão tudo isso é importante e o quão culpada eu fui por deixar que algumas delas se perdessem sob a desculpa da "falta de tempo", "correria", "muito trabalho", "faculdade".

Às vezes precisamos de uma chacoalhada para acordar de um estado de transe desenfreado.

Ironia, o twitter foi o grande responsável por isso. A busca por novos olhares me trouxe aqui e me fez avaliar coisas que adio a um tempo. E, tenha certeza que isso nem sempre é fácil para alguém de 32 anos que pensava ter tudo sob controle...

Abraços... e obrigada.

Carbono - url
Os relacionamentos digitais mudaram a minha vida, não consigo distinguir isso como benéfico ou maléfico. Minha vida social está um lixo. Não faço questão de conversar com alguém pessoalmente, por mim, me passa seu email que a gente bate um papo. Sair pra rua? Entendiante. No máximo, faculdade-casa/casa-faculdade, ou melhor, troque a palavra casa por computador.

MoorpheuSs - url
Olá Edney.

Penso eu que a internet acabou por "virtualizar" demais as relações, onde as pessoas (a maioria) acaba apenas mantendo contato virtual, sem nunca ter uma conversa pessoal, frente a frente.

O orkut é o melhor exemplo, chega a ser até uma piada, tem muita gente com 500, 600, 900 contatos, será que de todos eles conhecem pelo menos 100??

Também tenho amizades de verdade, com pessoas que nunca vi pessoalmente, mas posso considerá-las amigas e reais, porque mantemos contato com frequência, talvez esse seja o ponto, o nível de contato que mantemos com uma pessoa é que diz, se somos apenas amigos virtuais ou temos algo "real".

No mundo atual, acabamos nos fechando no quarto e passando horas na frente do computador, e nem nos damos conta que poderíamos estar com algum amigo, fazendo algo mais produtivo e quem sabe até mais saudável, mas o fato é que todo mundo acaba se fechando em seu próprio casulo e dificilmente sai.

Robson Dombrosky - url
Pois é, Edney. Caras como nós, que já passaram ou beiram os trinta, certamente tinham que suar mais a camisa quando partiam em uma empreitada para aquisição de novos contatos (leia-se descolar uma namorada). Não existiam escudos como MSN para nos livrar de uma possível cara de tacho frente àquele fora cinematográfico. Esses mesmos caras, hoje provavelmente deleitam-se com as facilidades desses recursos, mas certamente os usam como ferramenta para alavancar suas ações e não como substituto para o “olho no olho”. Convenhamos, tem coisas que nenhuma WEB CAM pode proporcionar

Danilo Alexandre - url
• Quantas pessoas em suas redes sociais você conhece de verdade?
R: 95% dos meus contatos do Orkut são pessoas que eu conheço pessoalmente. Desses 95% uns 20% eu tenho contato com frequência, os demais é mais pelo orkut mesmo, msn ou telefone.

• O quanto você se esforça para conhecer pessoalmente aqueles que você nunca apertou a mão?

R: Antigamente eu me esforçava mais para conhecer as pessoas que eu conhecia "virtualmente". Tanto que a minha esposa eu conheci primeiro pelo ICQ, depois a conheci mais através do blog que ela mantinha, até que nós resolvemos nos encontrar, daí namoramos e casamos. Eu fiz muitas amizades através de fóruns de carro, pois nessas comunidades sempre são marcados encontros regionais onde as pessoas tem a oportunidade de se conhecer.

Quando você segue uma pessoa no twitter você está esperando uma oportunidade para encontrá-la ou é apenas uma perseguição virtual?

R: Eu não uso o twitter.

• Como os relacionamentos digitais transformaram sua vida pessoal e profissional?

Os relacionamentos digitais facilitam muito. Antigamente para entregar um currículo nas empresas as pessoas precisam imprimir e levar pessoalmente, deixando sempre com a secretária e o que restava era torcer para que aquele curriculo chegasse realmente nas mãos de quem realmente interessava. Hoje em dia é fácil demais enviar um curriculo, através do e-mail, através de cadastro no banco de dados das empresas.

Edney Souza - url
Dora,

Nem a agenda do celular?

Carbono,

Rapaz, precisa pegar uma corzinha, beber um pouco com os amigos, nem que seja um suco de laranja! : ) 

Robson,

Pois é, eu sei que a galera hoje fica naquela tensão quando manda uma mensagem no MSN enquanto espera a resposta, mas isso nunca será igual aquela sensação dos olhos brilhando e tremendo na sua frente enquanto os lábios ensaiam uma resposta.

Danilo,

Enviar o currículo é fácil, mas construir um currículo que seja atrativo parece ter ficado mais complicado. Uma boa sugestão é criar um perfil no LinkedIn http://www.linkedin.com/in/interney

Michel Ribeiro - url
Se você deixar, o mundo digital vai te deixar sozinho ou com medo do mundo. =/

Marcia - url
Olha Edney, gostei muito do post porque esse tipo de coisa me preocupa bastante.
Eu uso a internet há bastante tempo e acho que ela facilitou muito minha vida.
Já usava o bom e velho ICQ, depois o MSN e com o Orkut eu conheci o mundo dos sites de relacionamentos. Procuro não manter perfis em muitos desses sites, além do Orkut, tenho perfil no MySpace que confesso nem uso muito e no Lastfm.
Conheço mais de 90% da minha lista do Orkut, nos outros dois sites minha lista é minúscula. Alguns amigos não tem perfis desse tipo, mas sempre tento manter contato por MSN, Gtalk, email, telefone, sinal de fumaça, enfm, eu bem que tento, mas confesso que ultimamente ando meio desanimada e até deixei de procurar algumas pessoas, pois o que mais ouço são coisas do tipo: “Ah tou sem tempo!”, “Ah tou com muito trabalho!”...eu acho que na maioria das vezes isso é apenas um desculpa, sei lá...eu trabalho, estudo, mas se alguém me chama pra fazer algo só existem três possibilidades de eu dizer não..uma é eu não ter dinheiro, outra eu ter algo realmente muito importante pro mesmo dia e hora, e a ultima é a pessoa ser uma mala, porque até programa de índio eu jpa topei e me diverti...pra mim ainda vale aquela máxima “amigos reunidos é o que importa” e por pensar assim as vezes me sinto perdida no meio de tantas desculpas, parece que a maioria das pessoas que conheço não pensam da mesma forma.
Quanto ao meu esforço para conhecer pessoalmente as pessoas que já conheço pela net...na verdade elas não são muitas..esse tipo de contato veio depois que comecei a escrever o blog e conhecer quem comenta e aquelas dos blogs que leio, mas confesso..não tenho feito muito, não por falta de interesse, mas por pura timidez eu acho. Fico insegura em tomar iniciativa e participar encontros como o que você organizou recentemente, falha minha..
Por incrivel que pareça me cadastrei no twiter hoje a convite seu, então ainda não posso dizer muito a respeito.
Minha agenda deve ter algo entre 150 e 200 numeros...pouco??
Acho que os relacionamentos digitais transformaram minha vida pessoal pois hoje retomei contato com pessoas que não via há muitos anos, e que provavelmente não encontraria mais, um exemplo disso é você. Além disso, o meio digital é a única forma de manter contato com pessoas que conheço de outras cidades, ou que por algum motivo moram longe de sp.
No campo profissional, o que mudou foi o fato de eu poder ter contato com outros pesquisadores de vários lugares, poder aprender mais e já ter tido oportunidades profissionais que acho que não teria se não fosse o grande advento da internet.
É isso aí..grande reflaxão!
bjos

rosemere
olá!
bom posso dizer q conversar no virtual me fez conhecer uma pessoa lida e maravilhosa...
saimos do virtual ha 11 meses estou super feliz de conhece-lo e um homem lido q me apoaixonei assim q o vi....
estamos bem mt bem.....

no orkut encontrei uma comunidade com meu sobre nome e lá achei pessoas q no via a tempo parentes q nem sabia q existia....
então acho super conversar na net...

Cláudio
Tenho mais de 250 contatos no Orkut. Acho que apenas dois ou três não conheço pessoalmente. O restante é um emaranhado de pessoas com quem trabalho ou já trabalhei, ex-colegas de faculdade e velhos amigos. Muitas pessoas eu reencontrei pelo Orkut. Talvez pela falta de tempo para reencontrar mais de 250 pessoas, seja um pouco difícil rever todos a todo tempo, mas o fato é que a maioria absoluta dos meus contatos é real. Eu nem adiciono pessoas que não conheço, pura e simplesmente por que quero usar o Orkut como um meio de contato com meus amigos e colegas, e não para me gabar por ter 200, 300 ou 400 amigos.

Carlos - url
Muito bom mesmo, na hora que fui apertar me surpreendi com isso da yahoo ter essa ligação com o Interney.....muito bom parabéns.Ótimo trabalho

laura
olá, adorei o post, nem preciso discutir muito sobre o assunto pois nunca entro no meu msn, já aviso isso pra quem o quer quando pedem e sobr eo orkut a mesma coisa conmheço todos que estão lah, mas olhando o texto fiquei com uma dúvida, o que é o que é twitter?
se alguém puder me responder agradeceria!
bjo bjo

Enoch - url
Entrei nessa onda para não perder contato com os amigos que estavam ou foram para geograficamente longe. Depois a gente acaba conhecendo pessoas online, e sempre que posso, estendo para o offline ou para o pvt ; ) 

Mas vejam que engraçado: sou owner da comunidade da minha cidade, no orkut, e tem pessoas ali que eu não faria questão de encontrar, he he he

Tiago
O único site de relacionamentos que tenho disponível é o orkut. Não tenho muitos "amigos". Todos que estão lá eu conheço no mundo real. Absolutamente todos. Com umas meninas até já tive um caso. Eu já me arrisquei a tentar alguns encontros virtuais....todos foram simplesmente desastrosos. Enquanto eu me esforçava para ser sincero a outra pessoa mentia sobre detalhes dela mesma, ou seja, uma pessoa realmente virtual. Redundância né? Eu tenho cara de pau, sou extrovertido, gosto de contato físico e usar minha boca para conversar, comer e beber com os amigos e dar uns beijos nas garotas. Mundo virtual para mim não rola. Uma pessoa tão sincera como eu se dá mal nesse tipo de "mundo". Essa é minha opinião: mundo virtual para mim serve apenas para manter um contato diário com as pessoas pois no fim de semana tudo muda de figura.

Vânia
Simplificando a resposta, eu acho q as pessoas se tornaram mais egoístas e competitivas, e todos esses meios digitais serviram para camuflar esse egoísmo e competitividade. Pq antigamente as pessoas embora se preocupassem em ganhar dinheiro naum aboliam de suas vidas as amizades, e hj as pessoas q estão "bem", qdo percebem q o outro naum pode lhe servir de alguma forma, simplesmente te excluem de suas vidas... Triste realidade: Cada um se preocupando c o seu, a qualquer custo...

Edney Souza - url
Enoch,

É outro ótimo uso das ferramentas online, você pode saber um pouco sobre alguém antes através da própria pessoa antes de decidir se quer ou não conhecê-la de verdade. No passado o máximo que tinhamos era a opinião de um terceiro que te contasse alguma fofoca :P

marmota - url
Cara, adoraria falar disso pessoalmente com você. Mas olha, tá difícil... :P

John
No caso da rede social nomeada de Orkut, eu tive o desprazer de ouvir de uma amiga algo que realmente só me fez rir por que não achei outra reação para tal. A finalidade disso para ela era, justamente, o mais ridículo que eu já pude ouvir: "Me sinto excluída por não ter orkut". O mais engraçado mesmo foi imaginar a necessidade em "fazer" um orkut para si, afim de se sentir "inclusa" em algo totalmente efêmero.

Edney Souza - url
John,

De certa forma eu me senti excluido numa fase da adolescência porque não tinha telefone em casa, dependendo do círculo social que a pessoa frequenta não participar dessas redes sociais pode reduzir as conexões com seus amigos.

Todo mundo acha fundamental ter um celular hoje, mas isso é tão importante assim?

Jud
Comecei a usar o ORKUT e me assustei com os comentários a respeito. Tive receio de q capturacem uma foto minha e "zoassem" com ela. Sou muito certinha para esse tipo de coisa. Meu filho é jovem e usa o site de relacionamentos numa boa. Mas sou mulher, casada, sabe como é... Meu marido também é contra se espor do jeito q essa mocidade se espões. Isso é pra eles. Prefiro o MSM onde só me comunico com pessosas q já conheço pessoalmente, a muitos anos, ou q trabalhamos juntas, assim como alguns amigos e parentes. Gosto de ouvir opiniões ou lê-las, dar as minhas também. Adoro uma boa conversa, mas odeio invasão de privacidade. Qdo fiz minha página no ORKUT, recebi uma mensagem de uma desconhecida q disse estar me adicionando apenas porque tinhamos o mesmo nome (q é meio raro). Pensei comigo: "estou fora...me relacionar com alguém q nem sei qual a intensão..." Pronto. Bastou para me auto excluir. Quando comecei, oq pretendia mesmo, era encontrar antigos amigos, os quais não vejo a muitos anos. Pois, residí em São Paulo durante 46 anos (desde q nasci), dos quais 39, na mesma casa. Agora estou no interior, onde não conheço ninguém, onde só tem gente com uma cultura tão esquisista. As mulheres parece q não tem outra coisa a fazer em suas casas, além de ficarem na rua tentando sair com o marido alheio. Aí me senti só. Mas é melhor assim.

Dora - url
Edney, meu celular está estragado... Mal uso ele. Não gosto muito não.. rs

Joca West - url
Saudades dos tempos de BBS. Aquela dificuldade toda para conectar, discar para São Paulo pra Mandic, depositar grana com cartão de crédito para comprar acesso... Hehe. E tudo pra ver a previsão do tempo ou baixar meia dúzia de imagens ou entrar em um chat para conversar com um ou outro maluco que estivesse conectado às 2h da manhã.

Há alguns meses, comecei a pensar sobre meus relacionamentos digitais. Cheguei à conclusão que vários constituiam-se primordialmente em perda de tempo. Parei então de entrar no MSN e no Orkut. Hoje mando mais e-mails e uso o telefone quando necessário.

Nada substitui o contato real, mas a balela de que a internet tende a estremecer as relações pessoais já foi há muito tempo destruída. Dá para aperfeiçoar o relacionamento e se aproximar ainda mais das pessoas, desde que se use a tecnologia com moderação e cuidado. Sem extremismos - para um lado e para o outro. Talvez eu volte ainda a usar o MSN algum dia. Por enquanto, o e-mail me satisfaz.
Um abraço

Lunna - url
Tenho grupos sociais diversificados. Cada grupo com assuntos diferentes, tanto reais como virtuais. E nem sempre com interesses em comum. É mais fácil conhecer pessoalmente pessoas que são da minha região. No Twitter sigo as pessoas que tem algo em comum, apenas isso e nada além disto!

Edney Souza - url
Vânia, as histórias que ouvimos sobre a grécia antiga e sobre a monarquia européia me fazem pensar que não são os tempos modernos que trazem esse comportamento competitivo à tona, mas sim sociedades organizadas de forma mais produtiva.

Talvez ao nos tornarmos civilizados demais nos preocupemos mais com nossas regras sociais do que com nossos sentimentos.

Trackback: Caminhos para a liberdade - url
Relacionamentos digitais
Preciso fazer um apanhado geral das notícias, ou melhor, criar vergonha na cara e colocá-las aqui, já que as principais notícias já estão pré-selecionadas no [meu] Google Reader. Diga-se de passagem, tem muita coisa boa…
Quero ver se escre...

Cristiano Dias - url
Isso é rabugice de velho (grupo do qual, você sabe bem, de vez em quando eu faço parte). A "garotada" usa as redes sociais para reafirmar suas amizades reais. Seus amigos no Orkut e no SMS são os mesmos da escola e do bairro, só que interligados o dia todo e não só na hora do recreio.

Edney Souza - url
Cris,

Escrevi esse posts pros velhos mesmo, a garotada, mesmo quando se conhece online (como nos MMORPG que eu jogava) marca de se encontrar em lan house, etc.

Só velho que tem essa mania de não sair da frente do micro e ficar curtindo mundo virtual :P

Rafael - url
Poxa, Edney, você disse algo que realmente mexeu comigo. Acho não ter conseguido me adaptar ao twitter por isto: me sinto perseguido.

¬¬

Karin - url
Eu tenho relacionamentos virtuais, mas não sei se podem realmente serem considerados "relacionamentos". Concordo com o que você disse e também acho absurdo o modo frenético como algumas pessoas se fecham no cyber espaço e crêem que é a realidade. Mesmo com dificuldades é preciso se esforçar em busca de contato! Contato é tudo... Não é à toa também que as pesquisas deixaram bem claro que quem participa dos eventos do trabalho tem mais chances de crescer na empresa. Felizmente 99,99% dos meus relacionamentos, são reais, físicos, tocáveis.

Gustavo Squall - url
Vamos lá:
1 - Praticamente 90% deles são reais
2 - Eu não tenho Orkut nem MySpace.
3 - Bastante, mas às vezes a distância geográfica impede.
4 - Não tenho Twitter
5 - Por baixo, uns 50.
6 - Conheci muitas pessoas pela internet, inclusive minha namorada. Mas é isso, realmente conheci, por isso foi importante.

Abraços!

Edney Souza - url
Laura,
Aqui tem uma matéria explicando o twitter: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL402571-6174,00.html

Leandro
Fala meu mentor
Eu não gostava muito de internet e nem sabia entrar em bate papo, até que eu consegui comprar um Pc,em 24 prestações, ufa! consegui pagar tudo, rsrs, mais foi que comecei a conhecer pessoas virtualmente, tenho uma amiga que mora na Bahia,já faz 2 anos que nos conhecemos mais nunca a encontrei até porque não tenho dinheiro pra viajar pra Bahia. E depois de lê esse post, fui ver que conheço bastante pessoas virtualmente e só. No meu orkut só tenho pessoas que realmente eu tenho contato mesmo.
òtimo post Edney.

Tiago Araujo
É realmente para refletirmos sobre nossas amizades reais e virtuais...
Nos abrimos muitas vezes com pessoas que jamais veremos ou até mesmo encontraremos online novamente no MSN. É correto pensar que a internet pode ser sim uma facilitadora para as pessoas se conhecer (afinal, já conheci muitas pessoas que antes eram apenas virtuais).

Desse modo chego a uma conclusão: da mesma forma que no lugar onde vc estuda tem 90 alunos e vc acaba tendo amizade com apenas 5, aqueles outros 85 não seriam considerados virtuais também levando em consideração que vc mal sabe sobre a vida deles ou sobre seus gostos, etc. Pode-se dizer então que a internet é apenas mais um lugar onde vc terá contato com pessoas, e vc ser amigos ou não delas será como da sua sala da facul.

Abraços

O BLOGGER DO SEU COMPUTADOR MUSIC - url
Não me agrada esse "negócio" de realacionamento virtual.

Dourado - url
Edney, lembro q quando recebi teu convite no Facebook eu me perguntei, quem diabos é esse cara?
Acho q te enviei um e-mail perguntando queme era vc e tal.
Depois q vi teu blog, caiu a ficha, ah é o cara do blog q tinha visto numa revista falando desse fenômeno e resolvi visitar fiz um comentário, depois não ligava o nome ao blog.

Ai fiquei com teu e-mail nos contatos e te encontrei no Orkut...

Quanto a essa onda toda, tento adotar o seguinte, uso um site de relacionamento, o Orkut (embora tenha conta no Facebook)
um site agregador de notícias, o diHITT, embora tenha conta no Linkk
um blog, embora tenha outro
um host pra imagens, Photobucket
embora Panoramio, Flickr, Picasa, rsrsr
dois e-mails principais Yahoo e Hotmail
um mensageiro MSN
enfim, tou falando muito

quanto a vida profissional, o q poderia contribuir para mais contato virtual e menos real, se mostrou o contrário, no trabalho ou no bar, converso com amigos sobre as últimas da web e muitas vezes o assunto é encerrado com um te mando o link hoje quando chegar em casa, então a conversa vira-se pro cotidiano etc

relacionamento, essa é a parte boa, fiz no mínino duas grandes descobertas, uma delas é vizinha minha e não sabia, hoje em dia conversamos pessoalmente, pelo telefone, pelo msn, pelo Orkut, pelos blogs, converso com os irmãos dela, com os pais dela...
o q a princípio seria pra manter os tímidos cada vez mais tímidos se (sic?) me mostrou o contrário.

e ainda tem o Blogblogs, o Technorati

flw

abraços

Edney Souza - url
Pois é Dourado, pelo menos com base nos depoimentos que recebi até agora a web só aproximou mais as pessoas, e não o contrário : ) 

Celina - url
Sou casada, 42 anos, tenho orkut, blog e msn, esse último nem uso, participo assiduamente de uma comunidade do orkut onde realizados "orkontros reais" frequentemente e conheci pessoas maravilhosas que hoje são amigas mesmo e nossos maridos tbm começaram a participar dos orkontros já que a comu é "Eu amo meu marido". Ainda prefiro o olho no olho, o toque físico, o virtual me serve apenas para reencontrar amigos antigos e reencontrei vários, isso acho legal, mas se isolar e ficar só no virtual é paranóia,fico muito tempo no pc sim, mas para trabalhar no meu blog, tudo deve haver equilíbrio, inclusive dei uma entrevista para a Globo sobre mulheres casadas com gamers, pois a tecnologia dos games e do pc tbm pode afetar os relacionamentos reais, se quiser conferir a matéria está bem interessante, olha o link:
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL400102-6174,00-MULHERES+DE+GAMERS+DISPUTAM+COM+OS+JOGOS+A+ATENCAO+DOS+MARIDOS.html

Edney Souza - url
Que bacana Celina, vc tira de letra um "problema" que em pouco tempo será comum na rotina de muitos casais. O joguinho de futebol foi substituido pelo videogame : ) 

Alexandre Carvalho - url
1 - Seus relacionamentos digitais são reais ou virtuais?

Boa parte deles são virtuais, inclusive aqueles que começaram como reais. Não por falta de vontade minha, mas sim porque - como já disseram aqui - as pessoas andam muito egoístas hoje em dia, preocupando-se apenas consigo mesmas. Aqui em São Paulo, para onde me mudei há dois anos e meio, a situação é ainda pior, pois considero boa parte dos paulistanos fechados, frios e esquisitos demais no quesito amizade. Boa parte das pessoas que moram aqui e que conheci pela Internet eu nunca vi pessoalmente desde a minha mudança, pois sempre rola uma desculpa da parte delas para que o encontro que outrora tanto quis nunca se realizasse. Já com as pessoas do Rio de Janeiro (onde nasci e morei durante 32 anos), infelizmente elas tornaram-se virtuais, pois estão sempre com pressa, nunca dispostas a uma conversa ao telefone ou pessoalmente, mesmo quando estou no Rio. Sinal dos tempos.


2 - Quantas pessoas em suas redes sociais você conhece de verdade?

Com certeza a maioria delas. Algumas só vi uma vez na vida, mas a maioria fez parte do meu círculo de amizades durante muitos anos. Hoje, não passam de meros contatos virtuais, pois com a minha mudança muitas deixaram de entrar em contato comigo, seja por telefone, seja pela Internet. Uma pena.


3 - O quanto você se esforça para conhecer pessoalmente aqueles que você nunca apertou a mão?

Sempre tomei a iniciativa para isso, mas com o tempo percebi que nem todo mundo quer avançar este sinal. Com isso, tornei-me mais seletivo, em geral bem cético em relação às pessoas que de alguma forma vêm se aproximar de mim, por não saber se esse contato vai se prolongar dali pra frente. Isso, claro, é resultado do que aconteceu aqui em São Paulo, quando vim morar aqui animado com a possibilidade de conhecer pessoalmente vários dos meus contatos da Internet, mas o sentimento não era recíproco.


4 - Quando você segue uma pessoa no twitter você está esperando uma oportunidade para encontrá-la ou é apenas uma perseguição virtual?

Não uso o Twitter. Já tive uma conta lá, achei uma bobagem e cancelei em fevereiro.


5 - Quantos telefones tem na sua agenda?

Hoje em dia são poucos. Eliminei vários telefones da agenda, à medida em que percebia que algumas não fazia questão de manter contato.


6 - Como os relacionamentos digitais transformaram sua vida pessoal e profissional?

Tanto pessoal quanto profissionalmente, ajudaram um bocado. Conheci algumas pessoas bacanas, ainda que por breves momentos, e em alguns casos os contatos que fui fazendo em 12 anos de internet me ajudaram bastante em minha profissão. No nível pessoal, não tenho do que reclamar, pois meu casamento é resultado de um contato feito pelo MSN há exatos dois anos.

Fabio - url
Com o passar do tempo, realmente está ficando diferente o modo de se relacionar..

Karyne - url
Nossa!! Eu sou suspeita ao falar sobre esse assunto.

De fato, muitos relacionamentos que se dão pela via virtual de acesso ao outro ficam apenas na superficialidade, podendo ser desfeito apenas com um clique. Contudo, acredito e aposto em relacionamentos reais neste ambiente virtual.

Acredito tanto que esqueci o pudor e a censura da sociedade tradicional e entrei de cabeça em um relacionamento amoroso pela internet, conhecendo pessoalmente meu namorado somente algum tempo depois de namorarmos pelo MSN, orkut, telefone e e-mails, e ... isso me renderá em alguns meses um casamento.

Infelizmente, a internet virou refúgio para diversas pessoas com problemas de relacionamentos interpessoais. Não sei até que ponto é saudável para estas pessoas desfrutar da rapidez de um e-mail ao invés de se deliciar com uma carta!

Respondendo a algumas perguntas dos posts: minha agenda telefônica foi refeita a 2 semanas, contendo agora apenas os números que realmente uso; tem grandes amigos que conheço apenas pela net, mas desejo muito poder encontrá-los pessoalmente, com alguns já tive essa oportunidade; minha vida profissional e pessoal são influenciadas de formas tão diversas por minha atividade na internet, que mereceria um post! rsrs

Roberto - url
Eu acho que esse negócio de "amizade virtual" ainda assusta um pouco...
Mas acredito que seja um ótimo método de conhecer pessoas, amizades se solidificam pelo mundo virtual...
Porém na maioria das vezes, a amizade verdadeira não existe...

NIC1138 - url
Edney, concordo com sua raiva pelo "virtual", eu acho que essa palavra simplesmente não significa nada. Esse papo de "realidade virtual" vem duns textos dum francês maluco picareta que falava um monte de abobrinha mais poética do que sensata, e porque a palavra é bonita e meio desconhecida, tem um ar meio místico, é repetida quando as pessoas querem dizer que alguma coisa tem um "twist". É basicamente um abracadabra contemporâneo.

Eu não creio que qualquer coisa que se faça por aí seja "virtual". O mundo é o que a gente vive. A palavra simplesmente designa um grupo específico de experiências que vivemos, agrupados apenas por envolverem o uso de computadores. Um pormenor técnico sem importância a priori.

Agora, você ainda diz que devido a isso, o nome deste grupo de fenômenos deveria ser "digital". Eu acho que você tá só mudando a palavra. E ora, este termo então eu rejeito mais ainda. Digital é meramente aquilo que se contrapõe ao "analógico". É o discreto e o contínuo (que cá ente nós, é por sua vez sempre discretizável). Como engenheiro eletricista, criador destes prodígios que tomam boa parte do tempo do cidadão moderno, e suscitaram todas estas discussões, me recuso a permitir o seqüestro palavra "digital" para isto que você está querendo dizer, seja o que for.

Me diga agora, acaso seriam relacionamentos por telefone "não-digitais"? E telégrafo? O que dizer de relacionamentos por carta, como você mencionou? O que dizer de pessoas do século XVIII ou XIX que se comunicavam às vezes toda a vida sem se encontrar, e às vezes tinham até conversas em grupo, com cópias de cartas enviadas para várias pessoas?... Tratava-se de relacionamento virtual? Digital? Papelzal? Ou era simplesmente um relacionamento e pronto? E o relacionamento de um leitor de um livro com um autor, ou mesmo com um filósofo inalcançável como Sócractes? O que dizer de nossos relacionamentos platônicos com Platão?

Pra que buscar maneiras "inerentemente corretas" de separar tudo? E que papo é esse de querer dizer que uma amizade é mais "verdadeira" ou "profunda" se envolve encontro pessoal? Será que existe uma correlação tão profunda entre as tecnologia envolvidas na comunicação dentro dos relacionamentos, e suas qualidades mais subjetivas? Não podem relacionamentos de qualidades mais variadas ocorrer num mesmo meio, e relacionamentos semelhantes usarem meios distintos de comunicação (inluíndo-se aí meios digitais, analógicos, virtuais e tão reais quanto um abraço ou um tapa na cara). Se tais diversidades são possíveis, pra que buscar correlações entre a tecnologia e os tipos de relacionamento?

Cada um cada um. O mundo vai andando independente do que um relacionamento se parece quando comparado com outro. Não existem verdades completas a serem encontradas relacionando meios de comunicação e tecnologias. Podemos apenas é olhar por cima pra tentar ver como a cabeça das pessoas está mudando com o tempo, mas qualquer conclusão que tiremos disso vai ser muito mais complexa do que simplesmente dizer que "amizades virtuais" ou "digitais" são "piores do que as de antigamente"...

Quem disse que esse relacionamento descartável, superficial, meio sem compromissos que geralmente ocorre na Internet não é um avanço? Você acha que namoro é só pra casar? Quem há de dizer o que é bom e ruim, certo e errado? Bom é andar pra frente. Deixa aí as pessoas escreverem blogs não-lidos, contos dispensados, comentários descuidados. O mundo continua uma floresta de desentendimentos, desencantos, decepções. As coisas só mudaram de velocidade e tamanho.

Agora, pra piorar. Você diria que um casamento do século XVIII é igual um casamento do século XXI? O relacionamento entre as pessoas muda mesmo quando não há diferentes tecnologias envolvidas. A profundidade ou sinceridade de uma amizade vai muito além dos meios de comunicação. A felicidade de uma pessoa também vai muito além dessas coisas. Um pessoa é às vezes até capaz de estar feliz num momento e triste em outro, mesmo sem que mude qualquer coisa à sua volta.


A única coisa certa, amigo, é que a soma dos ângulos de um triângulo é 180 graus. Quer dizer, isto na geometria Euclideana...

Edney Souza - url
NIC, eu não disse nada disso : )  Eu não acho nenhuma das coisas que vc diz que eu acho e não afirmo nada do que vc afirma, tem muita gente por aí que não gosta da mediação da internet pelo jeito vc veio aqui e achou que eu sou apenas mais um desses críticos do mundo digital :P

Eu fiz muitos amigos digitas (vou continuar sequestrando o termo só pra ter importunar mais um pouquinho) desde os tempos do IRC até jogos online mais recentes como o Ragnarok, são pessoas que criei amizade sem nunca encontrar e inegavelmente a amizade tornou-se ainda mais forte quando os encontrei. Eu não conhecia tanta gente nova antes da web e sim, eu tinha uma amiga por correspondência, ou pen-pal, mesmo que você não queira as coisas tem nomes, eu experimentei os dois lados, será que você fez todas essas experimentações também? E isso é apenas uma pergunta visando te conhecer melhor, não é um ironia te pré-julgando : ) 

NIC1138 - url
Edney, desculpe se soei radical, mas estou detectando remotamente em sua voz que você talvez considere haver uma forma de limite na qualidade que uma amizade pode ter se ela não for "consumada" num encontro pessoal, (havendo ou não sexo : )  ). Você fala em amizades se tornarem melhores depois do encontro pessoal, ou de depois do encontro entrarem em declínio, mas e quanto às possibilidades de, por exemplo, amizades que não funcionam se não pela Internet? Quer dizer, você é até amigo da pessoa, mas só quando tão se relacionando pela Internet. O que dizer da possibilidade de uma relação digital que parece ser melhor do que qualquer pessoal que você tenha tido?

Resumindo, eu sinto que você está colocando as amizades pessoas acima de quaisquer outras, numa forma de hierarquia intrínseca de formas de amizades. E o mais errado nisso tudo seria o julgamento unidimensional da coisa, falar que é simplesmente "melhor ou pior", ou mais forte ou mais fraca... A coisa é multi-facetada, tem sutilezas que podem e devem ser apreciadas à parte. (mas não renego a importância central de relações pessoais na psique humana)

Relacionamentos via BBS, listas de mensagem e depois ferramentas na Internet foram e são cruciais na minha vida... Inclua aí todas mulheres da minha (monótona) vida amorosa.

Amigo digital é tamagochi!... Ou talvez aquela secretária gata que senta do lado da sua mesa, e vocês ficam papeando enquanto ficam digitando alguma coisa numa máquina de escrever. Ou talvez ainda um amigo que você trata cheio de dedos...


Sou muito amigos dos dígitos, e eles são incríveis, mas não entendo de que forma números inteiros discretos caracterizam tão peculiarmente estas amizades que você rotula de "digitais". Aliás, isso é coisa dos anos 80, sair falando que tudo "do futuro" é digital!... Eu lembro quando chegaram os relógios digitais, que coisa louca!... Já o Fausto Fawcett tem uma música em que creio que ele fala de uma loira possuir um "brinco digital" ou coisa que o valha.

Uma amiga minha outro dia chamou a máquina de escrever velha, a mecânica, de máquina "análogica", em contraposição ao computador "digital"... Ora, que sentido faz isso!?... Vocês tão abusando do conceito sim!!...

Anos atrás seriam "amigos elétricos", ou ainda "eletrônicos". Assim como os computadores inicialmente foram "cérebros eletrônicos"... Mas será que a natureza física do fenômeno explorado caracteriza a amizade tanto assim?...

Eu entendo, é uma metonímia válida... Mas acho feio! E espero que vc perdoe minha obrigação profissional de ser chato com essas coisas. : ) 

Edney Souza - url
Nic,

Agora sim você acertou .: )  Para mim, e apenas para mim, as amizades que chegaram no ponto de "conhecer pessoalmente" evoluíram para um nível melhor. Não existe resposta certa ou errada nesse universo, é só olhar para os comentários e ver que há casos tanto para o bem quanto para o mal de amizades presenciais e não presenciais. Não quero achar verdades absolutas, nem convencer os outros da minha visão, apenas olhar diversas facetas desse mesmo universo como vc falou.

Carol - url
Acabei escrevendo no meu blog sobre isso, porque esses papos de "vida virtual" me encantam desde que li que o mundo vai se tornar uma aldeia global blá blá blá. Não diferencio os amigos digitais, virtuais ou imaginários : - )  dos reais. Hoje moro longe de onde nasci e muitos de meus amigos "reais" viraram "digitais" em função da distância. Na era pré-internet (não necessariamente pré, mas eu ainda não acessava) já tinha amigos longe do Rio e "conversava" com eles por carta - os bons e velhos pen pals que você mencionou. Acho que é simplesmente uma evolução da tecnologia, da forma de se comunicar. Assim como um dia as pessoas ouviam as notícias por um rádio cheio de chiados ou usavam barcos para ir de um continente a outro.
Tenho amigos que "nunca vi ao vivo", mas que ocupam no meu coração um espaço mais privilegiado do que o de pessoas que vejo todos os dias. Independente de internet, sempre tivemos "amigos virtuais", contatos sociais superficiais... pra mim, essa é a verdadeira virtualidade.

Ale Jungermann - url
• Seus relacionamentos digitais são reais ou virtuais?
99% reais... E o 1% restante, espero que vire um dia.

• Quantas pessoas em suas redes sociais você conhece de verdade?
Depende de qual rede... No LinkedIn, por exemplo, devo ter menos de 10 pessoas que não conheço pessoalmente.

No Orkut, talvez uns 20, num universo de mais de 300 e no Twitter abuso um pouco mais, embora tenha o critério de só escolher quem eu julgo que tenha algo relevante a acrescentar (O que faz com que eu deixe de seguir pessoas que eu conheço pessoalmente ao mesmo tempo que sigo pessoas que apenas "sei quem são"...

• O quanto você se esforça para conhecer pessoalmente aqueles que você nunca apertou a mão?
O máximo possível, porque - no fim das contas - a web é meio de aproximação de pessoas e não de afastamento.

• Quando você segue uma pessoa no twitter você está esperando uma oportunidade para encontrá-la ou é apenas uma perseguição virtual?
Em geral, pretendo encontrar, porque julgo que ela tem algo que adoraria ouvir pessoalmente, em uma mesa de bar.

•Quantos telefones tem na sua agenda?
Não sei, mas ligo sempre pra os mesmos 5 ; - ) 

• Como os relacionamentos digitais transformaram sua vida pessoal e profissional?

De forma irreversívelmente boa!

Alexandre Weerth - url
• Seus relacionamentos digitais são reais ou virtuais?
Atualmente 90% reais mas (quase) todos ja foram reais em algum momento.

• Quantas pessoas em suas redes sociais você conhece de verdade?
No Orkut, hi5 e Facebook todos. No LinkedIn nao conheço todos, alguns até ja tive contato de trabalho, outros tem a ver com o meu trabalho mas nao conheço pessoalmente ou já tive algum tipo de contato (vc, por exemplo =P)

• O quanto você se esforça para conhecer pessoalmente aqueles que você nunca apertou a mão?
100% de esforço

• Quando você segue uma pessoa no twitter você está esperando uma oportunidade para encontrá-la ou é apenas uma perseguição virtual?
espero uma oportunidade de conhecer ou acho os twitts interessantes, mas sempre procuro conhecer.

• Quantos telefones tem na sua agenda?
517 (!!)

• Como os relacionamentos digitais transformaram sua vida pessoal e profissional?
ultimos 2 affairs começaram pela web e os ultimos 2 empregos vieram de contatos virtuais.

No mais, entendo a tal "raiva" virtual. Gostaria de sair mais para o mundo real mas muitos fatores me fazem ter mais contato com amigos pela web. Tempo, trabalho, viagens mas sempre quando consigo quero ter gente do meu lado, nao pela webcam.

Alexandre de Sousa - url
Me levou a uma auto reflexão. A maioria dos meus contatos virtuais não passam disso. E não movo uma palha para mudar isso.

Edney Souza - url
Isso não é necessariamente ruim Alexandre, mas alguns tipos de relacionamenteo geralmente só dão um salto depois de uma conversa presencial.

Ruben Zevallos Jr. - url
Trabalho com a Internet desde 1993 e desde então tenho conhecido muitas pessoas pela Internet... e também foi pela Internet que conheci, namorei e casei com a mulher mais maravilhosa do mundo... então, é possível ter um relacionamento on-line... da mesma forma que já fiz vários negócios on-line... com pessoas do outro lado do mundo sem sequer conhece-las pessoalmente... ou seja... se pode também ter relações profissionais...

Garota Geek - url
- Grande maioria dos relacionamentos reais vão pro virtual também, o contrário é mais difícil.
- Tirando as pessoas que conhecia pessoalmente antes de ir pro virtual
acho que conheci pessoalmente 2% de quem eu conheci virtualmente...
- Na verdade não me esforço tanto quanto deveria, não sou de sair então fica mais difícil!
- Nem sempre, algumas pessoas eu sigo só pela qualidade de informações que ela passa...
- Muitos, mas uso quase nenhum!

• Como os relacionamentos digitais transformaram sua vida pessoal e profissional?
No início da carreira, foram os relacionamentos digitais que me ajudaram a crescer em conhecimento específico, não pelo ensinamento mas pela troca... fóruns e listas de discussão, onde as pessoas perguntavam coisas específicas que eu não sabia, mas por querer ajudar corria atrás, aprendia e explicava... isso me ajudou muito a obter parâmetros para guiar meus estudos...

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