Quarta-feira, 25 de abril de 2007
O processador é o componente principal do computador, lá dentro os cálculos são processados, os dados enviadas ao processados são transformadas em outras informações mais elaboradas, porém se os dados não chegam rapidamente ao processador ou se depois de computados eles enfrentam um gargalo para chegar a outros componentes da máquina então a performance fica seriamente comprometida. É como se uma empresa produzisse seus produtos numa velocidade maior do que o departamento de entregas conseguisse transportar, ou uma grande fábrica parada porque não tem material em estoque para produzir. O processador é a fábrica, se a matéria prima (dados) não chegam na velocidade adequada ela nada pode fazer, ou se ela produz mais rápido do que consegue entregar, de nada adianta, os clientes (usuários) ficarão insatisfeitos da mesma maneira.
Hoje muitos outros fatores influenciam na boa performance do computador, com a popularização do uso para música e vídeo o espaço em disco tem sido um ponto muito importante a definir na escolha do micro ideal. Se o micro é para games então a memória da placa de vídeo e o processador de vídeo fazem mais diferença às vezes do que um processador mais caro. A quantidade de memória, que é comum confundirem com o espaço em disco, é um aspecto técnico que influencia a maioria dos programas, seja para uso corporativo ou para fins de entretenimento.
Com o passar do tempo os processadores evoluíram, ao invés de fazer as mesmas coisas de forma cada vez mais rápida passaram a executar as tarefas de forma diferente, antes cálculos que precisavam de diversos ciclos para serem resolvidos passaram a ser solucionados com poucas instruções, atrasos no recebimento da informação foram solucionados com caches (espécie de estoque de reserva de informação para o processador não ter que pedir alguns dados repetidas vezes).
Nesse vídeo Marcelo Gonçalves da Intel fala um pouco dessas mudanças: O que é GHz?
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Sexta-feira, 20 de abril de 2007
Como palestrante Orkut não é nenhuma estrela, o ponto alto foram as perguntas dos participantes, onde tomei um choque de realidade e me lembrei que há tempos prometo escrever sobre a confusão entre virtual e digital. Uma das perguntas por exemplo questionava as estatísticas do sistema, Orkut mostrou dados relacionados a faixa etárias dos inscritos em sua rede começando em 18 anos, esse foi o gancho para a questão: "Você sabia que crianças e adolescentes falsificam seus dados para acessar o Orkut?"
Bem, ele sai dessa com a resposta mais polida possível, informando que o Orkut possui termos de serviço que proibem pornografia, violência, racismo entre outras coisas e que existe uma campanha para manter o Orkut bonito, onde os próprios membros podem denunciar perfis falsos, falsificados ou em desacordo com o estatuto da comunidade. Ok, o orkut faz o seu trabalho, mas o que fazem os responsáveis por essas crianças e adolescentes que se cadastram no Orkut? Os pais sabem que o Orkut é voltado para maiores de 18 anos? Sabem que seu filho está cadastrado no Orkut? Sabem que tipo de conteúdo ele acessada quanto está online? Não estou falando de controle ou repressão, estou falando de participação, de se interessar pelo que o filho faz e conversar com ele sobre isso.
Criou-se um mito de que a internet é um mundo virtual, o que não é verdade, a internet é um meio de comunicação onde a informação trafega de forma digital. Muitas vezes esses dados são usados para construir cenários fictícios, nesses casos ambientes virtuais são criados (como projetos de casas à venda), ou quando se trata de alguns jogos de role playing (MMORPG) são verdadeiros mundos virtuais. Porém quando você faz um boletim de ocorrência na internet ele não é um BO virtual, é um documento real, armazenado de forma digital. Quando você conversa com alguém pelo MSN não é uma conversa virtual, é uma conversa real, entre duas pessoas de verdade, que usaram meios digitais para se comunicar.
O que você faz na internet você está fazendo na sua vida real, isso vai lhe trazer consequências, goste você ou não. Não dá pra fazer de conta que algo que acontece na internet é de brincadeira, você pode cometer crimes, fazer compras e em ambos os casos terá de pagar por eles.
Depois dessa palestra decidi dar um jeito no meu perfil do Orkut, removi cerca de 400 pessoas que eu simplesmente não sabiam quem eram, certamente cometi algumas injustiças, mas pelo menos agora quando essa pessoa for me abordar novamente ou reclamar da exclusão terei a oportunidade de descobrir quem ela é, e se não a coheço eventualmente conhecê-la. Na vida real eu não abraçaria um desconhecido e diria que é meu amigo, mesmo lidando com internet há tanto tempo eu ainda cometo os erros que critico nesse artigo. Enquanto resolvo essa confusão na minha cabeça e na minha presença digital convido você a fazer o mesmo, o uso da internet pode ser algo natural e produtivo em nossas vidas, mas para isso temos de nos conscientizar de que nada é virtual, é tudo bem real, às vezes mais do que o necessário.
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Terça-feira, 17 de abril de 2007
A idéia não é nova, como bem lembrou Tiago Dória, desde 2004 falava-se disso e provavelmente foi deixado de lado por uma simples questão de bom-senso, mas apesar das críticas O'Reilly continuou insistindo no código e dessa vez criou um 'símbolo' pra ele, que praticamente já nasceu satirizado. Ocorre que a estrela de xerife lembra repressão, lembra uma justiça linha dura para fazer o que bem entender, sem se preocupar muito com a justiça de fato, é só lembrar que na ficção americana muita vezes o xerife é o vilão.
Um dos principais problemas do código na minha opinião é querer tomar as rédeas da justiça em alguns pontos, a IDGNow fez uma tradução simplificada aqui, vejamos alguns pontos:
1. Nós temos responsabilidade sobre nossas palavras e sobre os comentários que permitimos em nossos blogs
- Cabe a justiça de cada país decidir isso ou não. No Brasil temos o Imprensa Marrom que foi processado por comentários, nos Estados Unidos temos casos de blogueiros que tem ganho causas se isentando da responsabilidade dos comentários. Quem decide isso é a lei, não Tim O'Reilly.
2. Nós não dizemos nada online que não poderemos dizer pessoalmente e 3. Nós nos conectamos de forma privada, antes de responder publicamente.
- Pseudônimos devem ser extintos? Importa mais o que é dito ou como é dito? Pessoalmente prefiro que falem comigo algo em particular antes de falar publicamente e não tenho muita consideração por quem só tem coragem de dizer algo por internet ou telefone mas não diz cara-a-cara, mas essa é a minha visão de mundo, não posso obrigar outros a enxergarem da mesma forma.
4. Quando acreditamos que alguém está sendo atacado de forma injusta por outros, nós agimos.
- Cabe a polícia de cada país agir ou não. Se o ataque for no campo das idéias cada um é livre para expressar suas idéias como bem entender, se alguns usam para atacar outros usam para defender, liberdade acima de tudo.
5. Nós não permitimos comentários anônimos.
- Anonimato é garantido pela constituição americana, e proibido no Brasil, o dono do Blog pode montar um blog de confissões íntimas por exemplo e permitir o anonimato, em alguns casos é justificável e propor uma 'regra universal' é frustrante.
6. Nós ignoramos os radicais.
- Se o tempero do blog são as discussões porque ignorá-los? Mais uma vez Tim usa seu conceito de liberdade e quer impô-lo aos outros.
Diante das controvérsias, foi aberto um wiki para discutir/editar o código, onde já foram adicionados novos itens:
7. Encourage enforcement of terms of service (Encorajar os hosts de blogs a serem mais rigorosos com seu próprio termo de serviço)
- Existe um mecanismo pronto para isso, chama-se advogado, você notifica o host informando que determinado blog quebrou os termos de serviço e ele é tirado do ar. Algumas companhias funcionam bem sem um advogado no circuito, outras sempre vão precisar de um empurrãozinho a mais, e não creio que um código de conduta faça isso.
8. Keep our sources private (Mantenha suas fontes em segredo)
- Esse parece ter sido inserido por algum jornalista, talvez um blogueiro queira revelar a fonte para atestar a credibilidade do que ele escreve, cabe aqui um acordo entre quem escreve e a fonte, um código de conduta não pode se sobrepor a vontade de duas pessoas. Blogs tem características distintas de jornais e revistas, não creio que devam aproximá-los sob o risco de ambos perderem a identidade.
9. Discretion to delete comments (Discrição para deletar comentários)
- Acho uma perda de tempo quando um blogueiro avisa que deletou determinado comentário e porque fez isso, até faz sentido qdo vc tem poucos comentários, mas quando vc passa mais tempo comentando porque excluiu comentários do que escrevendo posts novos, alguma coisa está errada.
No próprio Wiki existe um código alternativo, muito mais coerente do que o que foi desenvolvido com base no post de O'Reilly:
* Be courteous. (Seja cortês)
* Give accurate information in the spirit of being helpful. (Dê informação precisa, com o intuito de ajudar)
* Respectfully disagree. (Discorde respeitosamente)
* Use the correct venue for your post. (Use o local apropriado para o seu post, algumas vezes o post não é a melhor ferramenta para comunicar algo)
* Admit the possibility of fault and respect different points of views. (Admita a possibilidade de falha e respeite diferentes pontos de vista)
* If you screw up, take responsibility for your actions. (Se algo der errado seja responsável pelas suas ações)
De uma forma ou de outra todas essas sugestões e recomendações são válidas, apenas não vejo sentido em esperar que alguém as adote na íntegra e ainda por cima coloque um selo no blog se identificando como 'mais ético' do que outros blogs. Essa discussão toda pode tornar-se saudável se fizer com que os blogueiros reflitam sobre sua importância como comunicadores e a responsabilidade que tem perante a lei. Um livro interessante que trata sobre internet e legislação se chama Internet Legal.
Leia também a matéria no JB: O cibercódigo de boas maneiras, que contém várias opiniões, inclusive a minha, sobre o código.
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Segunda-feira, 16 de abril de 2007
Certamente que ainda não é o momento das Casas Bahia fazerem um marketing agressivo na internet, mas saiba que 52% das pessoas com renda igual ou superior a R$ 4.500,00 acessa a internet diariamente, ou seja, dependendo do seu público alvo faz muito sentido investir em marketing online.
Melhor ainda seria se pudéssemos unir estes dois mundos, certo? Na verdade isso é um conceito relativamente antigo, chamado Cross Media, a novidade é a inclusão da internet no leque de mídias a serem exploradas.
Exemplos recente de campanhas usando diferentes meios: Desafio Sebrae, lançamento do Sentra e Blog do Pimentel da Nextel. Em todos esses casos eu vi a campanha primeiro na internet.
Algumas dessas campanhas online geraram debates acalorados em listas de discussão e blogs. Internet é uma mídia muito jovem, a as agências ainda estão experimentando a forma correta de lidar com ela, medindo as respostas do público, a aceitação, o retorno, etc. Na minha opinião ainda é cedo para recriminar muitas dessas propagandas bem como dizer que foram fantásticas, mas certamente é tempo de observar e refletir, nossas conclusões desse primeiros anos podem definir a propaganda digital da próxima década.
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Quinta-feira, 12 de abril de 2007
Na disputa, os jogadores reúnem-se em equipes que ficam responsáveis por gerenciar virtualmente uma empresa. O Desafio é dividido em cinco fases onde são simuladas situações semelhantes às que os empreendedores enfrentam no dia a dia. As três primeiras são via internet e as outras duas são presenciais. O objetivo final é transformar o universitário em empreendedor.
Para divulgar a competição desse ano foram lançados na internet comerciais mais longos do que os produzidos para a TV, veja os finais alternativos das propagandas: Elevador, Van e Metrô.
Assista ao Manifesto do Desafio Sebrae 2007:
Como todo bom evento social da atualidade a competição tem seu registro pelos próprios participantes, são 149 comunidades no Orkut e 31 vídeos no YouTube sobre o desafio.
Update: Vencedores do Desafio Sebrae de 2003 dão dicas para novos competidores.
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Terça-feira, 03 de abril de 2007
Blogs ainda são desconhecidos no Brasil (02/04/2007)
Um dos mais populares blogueiros brasileiros, Edney Souza, do InterNey, diz também que as empresas e a mídia não sabem blogar.
Apesar do subtítulo meio 'polêmico' na entrevista não estou 'descendo a lenha' em blogs corporativos e midiáticos sem mais nem menos, eu cito alguns perigos e problemas que vejo na maioria de blogs desse tipo. A edição ficou muito boa, principalmente se levar em consideração que eu falei quase meia hora. Obrigado ao Guilherme e a Daniela pelo agradável bate-papo que foi a gravação desse podcast.
Update: Aproveitando o post egotrip deixe-me avisar que saí na Folha de São Paulo e o InterNey Blogs foi notícia no Zero Hora e na Folha de Pernambuco.
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Devido a essa peculiaridade (posse dos seus bens digitais), muita gente tem enxergado no Second Life um ambiente propício para os negócios. Muitas empresas criaram filiais nesse mundo, inaugurando uma espécie de grilagem cibernética, ninguém está tomando terrenos à força de ninguém, mas estão comprando por valores que são considerados pequenos se comparados com a projeções dos negócios que podem ser gerados dentro do Second Life.
O IG está prometendo uma versão brasileira do Second Life desde dezembro de 2006, a última vez que ouvi falar disso foi em fevereiro e ainda estamos aguardando. O interessante é que nesse meio tempo o Google fechou uma parceria com o IG, será que anúncios na versão brasileira do Second Life estão inclusos?
A internet ainda está em gestação, grandes sites podem surgir do dia para a noite, novas lendas são criadas semanalmente, marcas são construídas e destruídas todos os dias. Na minha opinião estamos no melhor momento para criar algo novo e demarcar um território. Na blogosfera brasileira surgem blogs novos a todo instante, mas ao invés de surgirem com uma novidade geralmente são clones de outros blogs que já fazem sucesso no Brasil ou no exterior. Entenda, não é que um blog similar a outro não tem chances de crescer, ou um site que é um clone nacional de algo não mereça respeito, ao contrário, muitas vezes falta uma adaptação brasileira pra coisa realmente deslanchar ou alguém já teve aquela idéia mas não soube aproveitá-la integralmente e outros podêm fazê-lo. Mas na maioria das vezes quem alcança o sucesso é quem chega na frente, quem inova, quem cria algo que ainda não exista.
Por isso se você intenciona investir pesadamente em internet eu sugiro que crie algo novo. Seja muito criterioso ao pesquisar antes de lançar aos 4 ventos que você é o detentor de uma nova idéia, procure no Google por diversas palavras chaves relacionadas ao seu negócio antes de ter certeza de que sua idéia é original. Se ela foi adaptada de outra idéia, não tenha medo de dizer quem foi o criador da idéia original, ao comparar o seu projeto com o anterior e perceber que o seu é melhor você ganha um duplo respeito do usuário. Se você já possui vários clones de blogs e sites e isso está lhe rendendo bem, mesmo que você não esteja entre os top 10 desses serviços, ainda assim eu aconselho, crie algo novo. Não precisa deletar nem abandonar o que você já tem, mas um projeto original tem grandes chances de ser o seu principal ganha pão no futuro.
Marque seu território na web, conquiste seu lote e cuide dele com carinho, terrenos valorizam com o tempo.
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Cara, eu tenho uma idéia!
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